sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O Lado Negro da Lua

Um raio de luz branco ia da esquerda para o centro da imagem, colidia com um triângulo (um prisma) e saia uma luz lenta (um arco-íris).
Imaginou essa imagem?

Essa foi a imagem que surgiu na cabeça de algum integrante do grupo Pink Floyd e decidiu colocar num álbum gravado em 1973 por eles.
Ta ok, não demonstrei a real importância desse álbum.

Vamos novamente, então.
Esse é simplesmente, para mim, o MELHOR ÁLBUM DA HISTÓRIA DA MÚSICA! O 3° mais vendido de todos os tempos. Estima-se que 1 em cada 14 pessoas com menos de 50 anos, nos EUA tenha uma cópia deste álbum.
Mas esse álbum vai além da questão econômica.

Vamos então a ele, propriamente dito.
Esse é um álbum, que eu poderia dizer que é uma grande música de 43 minutos dividida em 9 "sub-músicas". Tem como temas pressões da vida moderna, como: Tempo, dinheiro, loucura, morte, guerra.
Com muita coisa inovadora, e coisas que até hoje são exemplos, como: vozes dobradas, efeitos estranhos com eco, gravações em duas pistas das vozes e guitarras.
Esse álbum teve suas sementes em "Meddle", um álbum da banda lançado em 1971, que tinha como música base "Echoes" de 23 minutos e 29 segundos e a saída de Syd Barrett, antes mesmo dos anos 70.
O álbum tem muita ligação com "O Mágico de OZ", o que pra mim não faz muita diferença.
Outra novidade interessante foi trechos de entrevistas que a banda fez com pessoas sobre o cotidiano delas.

Vamos a set-list:
Começamos com: "Speak to Me/Breathe", uma boa música, no meio de um belo instrumental tem uma boa letra, assim começa a viagem;
Colado, sem notar mudança, vem "On the Run", 100% instrumental, como outras do álbum. Tem como ponto interessante o som do avião explodindo.
"Time/Breathe (Reprise)" começa com relógios despertando. A questão tempo do cotidiano sendo abordado. Muito bem cantada, com força, arrepiante. O corre-corre de uma época não tão diferente de hoje na questão agilidade. E na mesma música "Breathe" retorna.
"The Great Gig in the Sky" é calma, instrumental até o momento de aparecer algumas partes de entrevistas feitas e então Clare Torry faz uma bela participação vocal.
E daí começa o som de máquinas caça-níqueis, moedas e outras coisas remetentes a "Money". Um "single" muito bem vendido. Juntamente com "Time" e "Us and Them" foram muito bem aceitas em rádios. "Money", como o próprio nome diz, se trata de dinheiro. Uma coisa que faz parte da vida assim como a vida depende dele.
"Us and Them", a parte sobre a morte. Fala que todos somos iguais perante a morte. Uma música que começa calma e de uma pouca agitada.
"Any Colour You Like", instrumental e experimental. Arriscaria dizer que é a pior faixa do álbum.
Mas então vem o toque "Syd Barrett" no álbum. "Brain Damage" é a loucura do disco. "The lunatic is on the grass." diz David Gilmour na primeira frase da música. A música é ótima, da vontade de cantar junto.
E como se fosse a mesma música, continuação de "Brain Damage", vem o resumo da obra em uma única música: "Eclipse".

Mas uma única frase resume toda essa obra prima do rock. Frase dita no final da última música pelo porteiro do estúdio Abbey Road, o irlandês Jerry Driscoll, em uma entrevista: "there is no dark side of the moon really… matter of fact it is all dark".

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